Depois do testemunho temos agora a validação. Como proceder para validar um testemunho? Será o seu tamanho importante, ou poderemos aferir a sua qualidade através de métricas preconceituosas ou moralistas. Aparentemente podemos usar ambos os critérios, aliás, qualquer critério é válido, porém os resultados obtidos serão substancialmente diferentes. Hoje de manhã, enquanto falava com a minha cuidadora, fui convidado a opinar sobre a longevidade. Contou-me a V que cuidava duma senhora quase centenária e logo estabelecemos que essa vida tinha um valor intrínseco que lhe conferia uma aura de plenitude. Aparentemente uma vida curta é uma vida incompleta que terá sempre de provar a sua importância através de dados subjetivos. Esses dados serão quanto ou mais subjetivo, dependendo de quem os recolhe. Uma vida curta necessita, por esse motivo, de uma aceitação cultural enquadrada no tempo e no espaço de análise. Nada do que aqui foi escrito coloca em questão o valor individual de cada mensagem. Esse valor absoluto não tem em conta métricas de qualquer tipo. Só o Homem, na sua dualidade, se permite tais discriminações. Falamos, pois, de uma validação humana e por esse motivo discriminatória. Para aprendermos, na sua plenitude, um testemunho alheio devemos abstermo-nos da palavra e usar a audição como sentido primordial.
Sim, doutor , hoje acordei para este lado.
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