2026-08-11

Soneto I (em jeito de negação juvenil)

 

Soneto I

 

Do amor, confesso, sei pouco.

Tive sintomas, ardores,

Que confundi com amores,

Mas disseram que era louco.

 

Ainda me ergui em protesto,

Alma em dor e sofrimento.

Mas tão belo fingimento,

Não passou de manifesto.

 

Ficou de mim vã angústia,

Sangue gelado no peito,

 Soltas mágoas por retractar.

 

Nos lábios, triste alegria,

Palavras no ar rarefeito,

Por não ser capaz de amar.