Elogio à condição humana: Eurico, um homem contemporâneo
Arrebatado no palor da tristeza
a alma moribunda do poeta exala injúrias de dor.
Orgulhoso do seu perecer derrama
vinhos preciosos de vinhas nos confins do império.
Desapareceu do seu rosto a
ansiedade de um amor terreno digno da sua poesia.
Tudo o que lhe foi oferecido é
vil e maculado por visões perturbadas do que é o amor.
Deitado nos cartões da noite e
coberto por mantas bordadas tenta no sono o mistério.
No Inverno da vida a esperança
não é sustento que baste à amarga realidade de mais um dia.
A sua morte será como o amor, inexorável
e fatal.