2026-08-12

Soneto II (Amor sem Limites)

 

Soneto II

 

Doce sentimento, o amor,

Perfume por dentro do corpo

Que esconde a cara do morto,

Tingindo-lhe faces doutra cor.

 

Da morte, porque está perto,

Aprendi a rir dos seus humores.

Seus gélidos beijos de amor,

São prova de que estou certo.

 

Também na morte vejo amor.

Sem carne, tem outro encanto,

Outra maneira de abraçar.

 

Despindo-se de falso pudor,

Embala o meu sono sem pranto,

Cantando canções de embalar.