2026-10-27

Elogio à condição humana: Eurico, um homem contemporâneo

 

Elogio à condição humana: Eurico, um homem contemporâneo

 

Arrebatado no palor da tristeza a alma moribunda do poeta exala injúrias de dor.

Orgulhoso do seu perecer derrama vinhos preciosos de vinhas nos confins do império.

Desapareceu do seu rosto a ansiedade de um amor terreno digno da sua poesia.

Tudo o que lhe foi oferecido é vil e maculado por visões perturbadas do que é o amor.

Deitado nos cartões da noite e coberto por mantas bordadas tenta no sono o mistério.

No Inverno da vida a esperança não é sustento que baste à amarga realidade de mais um dia.

 

A sua morte será como o amor, inexorável e fatal.