2026-08-31

Da Banalidade

 Da Banalidade

Com banalidade termino. Quantifiquei o que sabia, num momento de esquecimentos. Não desliguei o telemóvel, nem me coloquei em silêncio. O que verti, derramou-se imperfeito perante a urgência de um tempo que escasseia. São arestas de banalidade cortante, que contrastam com o rendilhado artístico das grandes obras literárias. Será que também tenho de pedir desculpa por isso? Não, punheta mundo! Isso era só o que faltava, para que a tragédia fosse perfeita. Já lhe basta a banal imperfeição de quem assim se confessa.

  A Quantificação acabou. Foi aguaceiro e granizo quando nada era preciso, vento forte e trovoada numa terra já molhada, mas foi o que tinha de ser. O que deixo é um eco, uma voz que se deixou de ouvir e ninguém sabe se realmente existiu.

O meu nome é Paulo Saboga Guerreiro, tenho 61 anos e já não estou por inteiro.