2026-08-16

Quantificação da Banalidade

 Eis uma quantificação fácil de fazer. Se à existência subtrairmos a revolta e o amor, restam apenas banalidades. A banalidade não necessita de explicação, pois é o meio onde tudo existe. Podemos evitá-la, escondê-la, renegá-la com paixão, mas ela estará sempre lá para nos recordar as nossas origens. Quanto mais depressa a aceitarmos, melhor será a nossa relação com a realidade, seja ela transcendente, ou não.

Este conjunto apresentou-me as dificuldades inerentes à simplicidade. O que poderia fazer de diferente mantendo a banalidade indispensável à sua quantificação? A resposta só podia ser uma: manter-me banal.

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