Eis uma quantificação fácil de fazer. Se à existência subtrairmos a revolta e o amor, restam apenas banalidades. A banalidade não necessita de explicação, pois é o meio onde tudo existe. Podemos evitá-la, escondê-la, renegá-la com paixão, mas ela estará sempre lá para nos recordar as nossas origens. Quanto mais depressa a aceitarmos, melhor será a nossa relação com a realidade, seja ela transcendente, ou não.
Este conjunto apresentou-me as dificuldades inerentes
à simplicidade. O que poderia fazer de diferente mantendo a banalidade
indispensável à sua quantificação? A resposta só podia ser uma: manter-me
banal.
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