Portugal Revoltado?
Henriques,
Afonso de nome próprio
Lutou por um
condado.
Homem
revoltado?
Qual o objeto
da sua revolta?
Terá sido
explorado?
Possivelmente
espoliado,
Ou apenas
alma solta?
Um papel e
uns quadrados.
Será um poker
de mão,
Ou sondagem
com recados
Fingindo
revolução?
Alguém,
escravo de modo próprio,
Entregou-se
em todo o lado.
Homem vendido
ou enganado?
Onde está a
sua revolta?
Terá sido
ameaçado?
Espancado,
acorrentado?
Ou um revira
sem volta?
Numa mão um
papel.
Na outra, uma
ilusão
É uma moeda
que raspa;
Tem a força
de um tostão.
Dom “Não Sei
das Quantas”,
Por quem
demanda Portugal?
Onde está
esse povo
Que te
imaginou imperial?
Hoje é
mendigo envergonhado,
Perdeu a
identidade
Nas praias de
além-mar,
E nunca a
recuperou.
Ser português,
é ser herdeiro
De um nome
sem dinheiro.
Esclavagista
e interesseiro,
É racista por
inteiro.
Não vale a
pena negar.
O passado é
presente,
E dizer-se
inocente
Só irá
piorar.
Num Portugal
revoltado,
A culpa de
ter nascido
Num país
acontecido,
É certidão de
pecado.
Enterrada a
revolução,
Europeus
reciclados,
Fizeram da
culpa um senão
Para nos manter
calados
Portugal
envergonhado,
País perdido
na história,
Nunca será
revoltado,
Nem conhecerá
a glória.
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