2026-10-13

Vida Ébria (chego a casa)

 

Vida Ébria (chego a casa)

 

Grão a grão

encho com passos o peito,

e faço um ângulo perfeito

com a forte convicção,

que a face rente ao chão 

é ilusão ou defeito.

 

Trago na boca o sabor

das conversas que bebi.

foi por elas que eu vivi,

e me tornei contador.

Se depois eu senti dor,

foi por ler o que escrevi.

 

Resta de mim o deitar,

debruçar o corpo e dormir.

Deixar o mundo e fugir,

abraçar outro lugar.

Se eu não o encontrar,

voltarei de novo a partir.

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