A morte não matou o poeta
Hoje, a morte ceifou
um poema português.
Foi de banal desfaçatez,
não saber o que levou.
Levou a voz de um país,
que ele cantou por amor.
Cortou, do caule, a flor,
mas não lhe secou a raiz.
Vive na voz que o diz.
no colectivo português.
Foi do melhor que se fez,
por quem cantou um país.
Hoje, a morte levou
um poeta português
Mesmo levado de vez,
a morte não o matou.
2026/09/22
Obrigado, Jorge Palma
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