Na fronteira da
esperança
Procuro do mundo a graça,
Ilusão do homem que chora.
Eterna demanda sem honra,
Morte num vento que passa.
Se tudo o que vejo é desgraça,
Caprichos de um Deus que devora,
Porque me perco em demoras?
Porque verto meu sangue na taça?
Eu sou na vida, a Esperança,
Onde o que é sonho persiste,
Um canto, um hino à loucura.
E mesmo que a tua vingança
Revele em mim o que é triste
Serei a voz que perdura
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